Há pouco a prisão preventiva era compulsória em crimes graves, dentre os quais, homicídio o mais comum. O investigado era preso desde o inquérito policial. Condenado em primeira instância, para apelar, era obrigado recolher-se à prisão. Havia temor de ser preso na prática do crime, o que freava impulsos humanos.Com a naturalização do crime, surgiu a vitimologia exacerbada, culpando a vítima pelo delito contra ela cometido. Direitos humanos distorcidos entraram a inverter os casos, ignorando a vítima e familiares, para endeusar criminosos. Tudo cresceu de intensidade a partir do caso do Bandido da Luz Vermelha nos Estados Unidos da América, CARYL CHESSMAN. Facínoras viraram anjos de ternura e a sociedade agredida, o grande demônio, privando os pobrezinhos da liberdade e outros direitos! A criminalidade, foi ganhando simpatia e espaços, enquanto a liberdade passou a bem maior que a vida! Não há mais a compulsória e a preventiva se considera como aberração, como absurda antecipação de pena. Prisão, só após o trânsito em julgado das sentenças condenatórias. Com isso, quem pode, nunca cumpre pena, na multiplicação de recursos protelatórios infindáveis, chegando-se a trinta ou mais, enquanto houver dinheiro para bancar advogados mercantilistas, sem compromisso com o DIREITO A SÉRIO. Os pobres, com parcos recursos, abarrotam cárceres, no trânsito em julgado em curto prazo. Rico apela, recorre e embarga, até prescrição da pena, ou extinção por morte.Após atingir a idade correlata, a prescrição ainda tem prazo reduzido à metade. Por aí vai! Da compulsória inicial e recolhimento para apelar, passou-se, na distorção democrática, a prisões após 20 ou 30 anos do crime cometido. Eis uma das causas visíveis do aumento da criminalidade.Tudo isso sem falar na multiplicação da justiça pelas próprias mãos, por injustiçados levados ao desespero, na coação irresistível da dor moral reprimida. Quando assim coagidos, respondem por crimes qualificados na vingança! ” Um abismo chama outro abismo ao ruído de suas catadupas. “Escrituras Sagradas.Urge reformar o sistema pervertido, recolocando os valores em seus devidos lugares, disciplinando as prisões, limitando recursos dolosos, estabelecendo limites éticos aos meios de defesa na esfera recursal e nos incidentes processuais manipulados, responsabilizando advogados por distorções hermenêuticas grosseiras,visando a ELEVAÇÃO DO DIREITO A SEU PEDESTAL, chegando-se ao ponto de indagar origem do numerário recebido por honorários, para vedar receptação homenageada de verbas milionárias, originadas no crime organizado e na corrupção pública.